O canto da assembléia litúrgica entre os recursos e equívocos

O debate pós-conciliar sobre o canto assemblear é sempre distinguido pelos tons brilhantes: a meio século dos pronunciamentos oficiais – seguidos dos documentos magisteriais não menos significativos sobre canto litúrgico – a questão não pode-se dizer resolvida. A fraca reflexão eclesial contribuiu para determinar uma progressiva degradação da prática litúrgico-musical, com resultados frequentemente humilhantes. Temos como exemplo paradigmático a vexata quaestio (superada questão) da participatio actuosa (participação ativa), marco da reforma litúrgica pós-conciliar, transformada rapidamente no fruto venenoso de um assemblearismo extremo e a todo custo; à participação foi substituída a homologação e terminou-se por empobrecer aquilo que o último Concílio tinha pedido para enriquecer. O canto assemblear virou “a tradução simultânea” da participação ativa: segundo a opinião surgida largamente majoritária, tudo aquilo que o exclui se configuraria automaticamente em elemento negativo em si mesmo porque está em contradição “a priori” tal princípio.